Noites de Caos (novel) - Capítulo 96
Tradutora: Gab
“O senhor prometeu, não prometeu?”
Eun-Ha, que parecia preocupada, pousou a mão no peito dele. Jihak, ao olhar para a mão sobre o próprio peito, tocou suavemente a vagina dela.
“Por que me parou? Meu sêmen está saindo, quase vazando.”
“Jihak…”— O dedo médio dele penetrou-a ainda mais profundamente. A sensação foi tão intensa que Eun-Ha não conseguiu conter o gemido.
“Eu preciso escrever uma carta. Você disse que eu podia enviar uma para a minha irmã…”
“É por isso?”
“Eu acho que não vou conseguir fazer depois, porque com certeza vou ficar sonolenta.”
Toda vez que ele retirava o dedo, um líquido espesso escorria. Jihak abaixou a parte superior do corpo para estimular o mamilo dela com a boca. Ao mesmo tempo, acariciava a vagina dela. Ela cobriu o rosto com as duas mãos.
“Eu também deveria ler os livros.”
“Lembra-se até onde leu?”
“Eu coloquei um marcador no livro… Ah…”
Jihak inseriu dois dedos na entrada dela, estimulando lentamente seu interior. Seus dedos estavam encharcados com o espesso líquido. Eun-Ha tentou manter os joelhos juntos, mas ele não aceitou. Jihak sentiu sua excitação aumentar ao observar o nervosismo dela.
“Um marcador…”— Ele desviou o olhar para os livros cuidadosamente empilhados.
Não apenas as cores haviam desbotado, mas também as formas. Havia um vaso de porcelana com galhos de magnólia cobertos pela neve do inverno. Sua boca se retorceu.
“Mmm…”
Eun-Ha, que gemeu de prazer, agarrou o braço dele. Jihak retirou os dedos. Os olhos dela estavam vermelhos. Só então a visão dele voltou a clarear. Ele não entendia por que sua visão melhorava ao ver aquele rosto. Veneno ou néctar? Caso ela não fosse nenhum dos dois, o que seria? Ele lambeu o líquido que havia molhado a sua mão como se fosse mel. Então, deleitou-se enquanto colocava a perna trêmula da mulher sobre si.
Jihak mordeu o ombro dela.
“Seu corpo não parece se importar com os livros. Você já está bem molhada.”
As orelhas dela ficaram vermelhas com o sussurro descarado. Ele se deitou sobre ela e, quando a penetração intensa recomeçou, ela conteve os gemidos enquanto se agarrava ao colchão, sua respiração estava pesada. Eun-Ha mordeu o dedo que Jihak deixou em sua boca. Depois, lambeu-o suavemente com a língua, achando que poderia tê-lo machucado. A excitação dele aumentou.
O clímax veio novamente e Jihak gozou. Ambos, suados, desfrutaram do prazer.
“Fique aqui até eu voltar. Você tem papel… consegue escrever a carta aqui.”
“Voltarei para o meu quarto para escrever a carta.”
“Que teimosa.”
“O senhor não parece feliz, o que me faz questionar seus motivos para se envolver com eles.”
“Você não sabe de nada. Apenas faça o que eu digo.”
Eun-Ha observou enquanto ele se vestia, depois olhou em direção à janela e beijou-a na bochecha antes de sair.
A leitora fechou os olhos. Queria escrever uma carta para a irmã, mas seu corpo estava tão pesado que ela conseguia mover nem um dedo. Ela ouviu barulhos. Parecia até que estava na casa das cortesãs e, ao recuperar os sentidos, pegou as roupas jogadas por perto. Gari havia trazido aquelas roupas quando ela estava no banheiro. Vestiu-se com grande esforço.
Ela abriu a porta de papel, olhando para a direção de onde vinham os sons, mas sentiu alguém observá-la de outro lado.
“Eun-Ha, já conhece a história do cervo que foi criado no palácio real?”— Havia alguém na entrada dos aposentos de Jihak. A cabeça dela se moveu de um lado para o outro, o rosto marcado pela ansiedade.
“O que quer dizer…?”— Kim sentava-se com uma expressão impotente, observando os serviçais que estavam ocupados.
“Aproxime-se para poder ouvi-la.”