As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 38
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Tradução: Gab
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O som de algo sendo desabotoado veio sem aviso. Aran, instintivamente, enlaçou a cintura dele com ambas as pernas. Enoch também agarrou seus braços estendidos e a fez abraçar seu pescoço. A cintura de Aran moveu-se de forma brusca, completamente colada ao corpo dele. Ele se enterrou fundo nela como bem quis, apalpou-lhe o peito e sugou-lhe os lábios. Com os dois braços, envolveu suas costas e sua cintura esguias como se quisesse esmagá-las.
“Haah… aahhh!”
Aran se agarrou a ele desesperadamente. A sensação ardente que percorreu todo o seu corpo, vinda daquele ponto incessantemente penetrado, era completamente diferente da do órgão masculino falso. Até a rigidez dele se transformou em prazer. Quando Aran estava prestes a atingir o clímax pela segunda vez, Enoch retirou o pano que cobria seus olhos. Eles estavam avermelhados e lágrimas haviam encharcado o tecido. Aran fez uma careta quando o Grão-Duque as lambeu, limpando-as.
“Hmm…”
Elas continuavam a escorrer, fosse pelo prazer intenso ou por outros motivos. As lágrimas em seus olhos, que não cessavam de cair, foram todas consumidas por Enoch. Diferente de seus lábios afetuosos, a parte inferior de seu corpo estava repleta de ganância.
“Ah…”— Aran se agarrou a ele com ainda mais força e arqueou o pescoço para trás.
Enoch cessou os movimentos e observou o êxtase se espalhar pelos olhos verdes e marejados dela. Aran jamais saberia a expressão que fazia ao atingir o clímax. Era um segredo seu, conhecido apenas por ele no mundo todo. Ele beijou seus lábios como se estivesse possuindo-os e, ao mesmo tempo, suplicand-os.
Em seguida, Enoch deitou-se de lado, sem soltá-la, mantendo-a bem apertada contra si. Completamente exausta, Aran o abraçou e concentrou-se apenas em respirar. Um bastão branco-leitoso entrou no campo de visão de seus olhos cansados. A superfície do objeto, que se assemelhava a um órgão masculino, estava coberta por um líquido pegajoso. Enoch, despreocupadamente, atirou o bastão para debaixo da cama. Depois puxou o edredom e a cobriu cuidadosamente até o pescoço. Seu braço passou por baixo da cabeça dela, a qual mal.conseguia sustentar.
“Queria que você fosse sempre tão fofa quanto hoje.”— Ele estava tão amável como se a fúria de instantes atrás jamais tivesse existido. Ainda assim, aquilo não lhe agradava nem um pouco. A relação que acabara de ocorrer devia tê-lo satisfeito. O que não era novidade. Felizmente, ela estava cansada demais para se sentir miserável.
O Grão-Duque deu leves tapinhas nas costas de Aran. Ela entregou o corpo a ele e afundou em um sono há muito desejado. Deixar para trás a dura realidade e fugir para um sonho era algo doce. E aquilo que desejava desesperadamente era ser feliz em seus sonhos.
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A espada de madeira e o livro didático escondidos sob sua cama haviam desaparecido sem deixar vestígios. Mesmo sem questionar as criadas, Aran sabia quem tinha se livrado deles. Batendo os pés de propósito, dirigiu-se ao escritório de seu pai. Os dois príncipes precisavam de permissão prévia para se encontrar com o Imperador; apenas Aran era exceção a essa regra.
Os servos que guardavam a porta do escritório ficaram em alerta máximo quando a princesa de pavio curto apareceu. O verdadeiro poder do palácio imperial não era nem o Imperador nem a Imperatriz, mas a garotinha.
“Abram.”
Os servos do Imperador hesitaram, sabendo muito bem que ele estava sofrendo sob uma pesada carga de trabalho. Ainda assim, o governante certamente ficaria furioso se soubesse que a Princesa havia sido barrada em frente a porta de seu escritório.
Ao entrar, Aran viu o pai soterrado sob uma pilha de papéis. A menina imatura não compreendia o peso de cada uma daquelas folhas.
O rosto exausto do Imperador se iluminou assim que a viu.
“Por que veio ver seu pai a esta hora, minha filha?”— Ele sorriu e a recebeu de braços abertos. Mas Aran balançou a cabeça, esquivando-se do abraço.