As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 37
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Tradução: Gab
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Aran chorou. Sua recusa contínua poderia acabar fazendo com que Enoch chamasse o Duque Sylas.
“Boa garota.”— Enoch beijou-lhe a bochecha enquanto a elogiava. Ao mesmo tempo, levou a mão para baixo e tocou seu clitóris inchado e úmido.
“Ah…”— Aran mordeu os lábios por hábito; estremeceu e gemeu. Ao alcançar o ápice, suas entranhas voltaram a se aquecer.—“Haaa…”
Seria por causa da venda que seus sentidos ficaram mais aguçados? Seu corpo estava mais quente do que o normal. A mão de Enoch esfregando sua boceta macia já não era suficiente para satisfazê-la. Ela precisava de um estímulo muito maior. A coceira que começou sob sua entrada aquecida se espalhou por todo o corpo.
“Ah… Enoch… chega…”— Aran murmurou um pedido inesperado, ofegante. O dedo de Enoch permaneceu dentro dela. Ele parou de tocá-la quando ela atingiu o clímax e voltou a tocá-la quando esfriou. Por fim, já não aguentava mais e arqueou a cintura, os ombros tremendo.
“Diga que você quer.”— Enoch sussurrou em seu ouvido.
Aran mal conseguia pronunciar uma palavra. Ainda assim, restava-lhe um fio de orgulho. Ela não estava disposta a obedecê-lo. Seu orgulho era difícil de se quebrar, mas seu subconsciente sabia que logo se romperia. Enoch soltou a mão imediatamente. Não apenas a mão, mas também o calor ao redor de suas costas desapareceu.
Sem perceber, Aran se virou e estendeu a mão para o vazio, mas não tocou em nada. Estava à beira das lágrimas. A venda branca que cobria seus olhos encharcou-se, as lágrimas escorrendo como um rio. Aran ergueu a mão trêmula e tentou inutilmente retirar a venda.
“Não.”— Pela voz, percebeu que ele estava longe.
“…Eu não consigo ver nada.”
“É justamente por isso.”
Não havia sinal de movimento por parte de Enoch. Aran hesitou sobre o que fazer. Tudo dependia exclusivamente dele. Ela se virou de lado e se moveu lentamente até a beira da cama. Desceu de joelhos. Não conseguia enxergar à frente. Aran avançou quase rastejando. Seu orgulho começou a borbulhar lentamente. Tinha muitos arrependimentos, mas já era tarde demais. Ela sempre cometeria o mesmo erro, sabendo que havia um preço a pagar.
Aran, apressada, estendeu os braços ao não encontrá-lo. Não tinha certeza do que estava fazendo.
“…”
Repentinamente, perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Mas antes que isso acontecesse, uma mão grande se apressou em segurá-la. Ele a colocou de volta na cama em segurança.
“Vossa Majestade, precisa ter cuidado. Eu odiaria vê-la se machucar.”
De alguma forma, Aran sentiu alívio. O prazer viria e tudo acabaria em breve.
“Sinceramente, não achei que ficaria tão ansiosa para me encontrar.”— Ele a olhou como se fosse um filhote encharcado pela chuva, precisando ser cuidado delicadamente. Lentamente, afastou as pernas dela e sorriu de forma suave.
Logo, algo grosso e rombudo roçou lentamente a entrada de sua boceta. O toque desconhecido a fez enrijecer. O tamanho e a forma eram familiares, mas ela não sentia o calor que sempre tomara como garantido. Ficou imediatamente claro que não era o membro de Enoch.
“O quê… não…!”— Quando Aran, atônita, tentou se mover, Enoch empurrou lentamente o objeto para dentro. Ela não sabia de que material era feito, mas estava frio, muito frio. Sentia-o forçando passagem para dentro dela com uma pressão constante.
“Relaxe, Vossa Majestade. Se não o fizer, temo que se machuque.”— O tom era suave e gentil, mas apenas aprofundou o espiral de medo de Aran.
“Isso… não… Enoch… pare… não… por favor… pare…”
“Relaxe, Vossa Majestade. Já está quase lá.”
Com as pernas de Aran bem abertas, ele empurrou o objeto ainda mais para dentro, sua boceta se apertando ao redor dele.
“Não… pare… a…!”— Um som agudo e nasal escapou naturalmente de seus lábios. A diferença de temperatura e textura era claramente distinta da de Enoch.
“Preparei algo diferente pois você não parece querer o meu, Vossa Majestade.”
Aran não havia notado nada de estranho no quarto. Ele devia ter escondido aquele objeto em algum lugar que ela não podia ver. Não tinha cabeça para pensar nisso. Se soubesse da existência de algo assim, teria se apressado em jogá-lo fora.
“Enoch… aah… haaa… pare…”— O objeto estranho invadindo suas partes íntimas a lançou em choque. Ela nunca esperara nem imaginara que algo não humano estaria dentro dela.
No início, era uma sensação lenta e pontiaguda, mas de repente acelerou e se aprofundou ainda mais. A sensação do roçar contra sua carne delicada era excessivamente estimulante. Aran esqueceu a dor surda e tênue quando sentiu o centro do corpo chegar até o ápice.
“Haaa…”— Uma mistura de gritos e gemidos fluía sem cessar. Ela não aguentava mais.— “Nnghh…”
Ela estava chegando ao extremo. Estava acontecendo. Seu interior contraía-se e relaxava enquanto o objeto entrava e saía. Seu corpo tremia a ponto de quase perder a consciência. Enoch desfrutava com prazer da expressão que ela fazia. Saboreava cada instante. Seu membro endureceu ao vê-la se entregar ao prazer com o genital falso, agora aquecido pela temperatura do corpo dela. Ele o retirou pouco depois. Aran deitou-se de lado, cobrindo o rosto. Estava profundamente envergonhada. Enoch observou a sua expressão.
“Estou um pouco enciumado, Vossa Majestade. Parece que você adorou este brinquedinho de marfim.”
“…O quê?”
Aran tinha uma vaga noção, mas ficou chocada ao ouvir aquilo da boca de Enoch. O prazer havia terminado, finalmente, e logo veio a vergonha por ter sentido luxúria sendo penetrada por um brinquedo com o formato de um pênis.
“Foi especial? Algo mais além do meu próprio pau esteve dentro de você.”
“…”
“Gostaria de compará-lo com o meu e me dizer o que acha?”—Enoch a virou e segurou delicadamente seu tornozelo.