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As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 35

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Enoch bufou ao observar a expressão atual de Aran. Ele não era seu amante e ela também perdera a vontade de resistir, dominada pelo medo. Ainda assim, de algum modo, ele desejava que ela o olhasse. Não sabia exatamente por quê.

 

Afugentando o pensamento da mente, Enoch inclinou-se e lambeu persistentemente os seios dela. Passou a língua de leve, acariciando-a com delicadeza, depois aprofundou-se com movimentos circulares mais persistentes.

 

Uma série de estímulos invadiu ligeiramente o âmago de Aran. Forçada a suportar o avanço de Enoch, não conseguia evitar soltar gemidos abafados de tempos em tempos. Cada vez que isso acontecia, seu rosto se contorcia de forma lastimosa.

 

Enoch gostava de observar as expressões dela. Desde o Casamento Sangrento, ela não demonstrava nenhuma emoção. Sempre mordia os lábios e escondia o que sentia. As únicas ocasiões em que mudava drasticamente eram quando parecia que seriam descobertos.

 

Ele absorvia com graça todos os detalhes — os cílios tremulantes, as sobrancelhas franzidas, os lábios ofegantes —, beijando-os com afeto, sem perder um único compasso. Aran envergonhava-se quando percebia o seu olhar cravado nela.

 

Ele sabia que a temperatura do corpo dela estava subindo, mas fingia não notar e continuava a tocá-la como se fosse vivesse somente para aquilo. Era evidente que só a levaria a mais vergonha, e talvez tivesse sido mais gentil dessa vez, mas…

 

“Por que ele estava tão irritado?”

 

A imagem de Aran, a Imperatriz Regente, dançando frente a frente com o Duque Sylas não saía de sua mente e o instigava ainda mais  irritar-se. Enoch conteve a raiva e abocanhou o seio dela por inteiro.

 

“Ahh…!”— Aran inclinou o pescoço, tendo espasmos de dor e prazer.

 

“Desejava tanto assim um pau?”

 

“O-o que… está dizendo…?”

 

Sempre que ele usava um linguajar vulgar, ela queria tapar os ouvidos, mas instintivamente sabia que, se o fizesse, ouviria algo muito pior. Ele acariciou o seu seio, tão  macia, e abriu bem as suas pernas. A súbita exposição fez o rubor subir às bochechas de Aran.

 

Ele não lhe deu tempo de recuperar o juízo. Aproximou o rosto entre as pernas e inalou o perfume dela. Aran, que instintivamente tentara cobrir a região inferior, deteve-se por um instante. Lembrou-se da cena no escritório. Enoch também pensou na mesma cena.

 

Ao recordar aquele dia, seu membro meio entorpecido levantou-se rapidamente. Ele ergueu os quadris de Aran bem alto. Seu apertado ânus e a pele rosada logo abaixo ficaram completamente expostos. Colocou a mão suavemente sobre a pele rosada. Ela estremeceu.

 

“Não…”— Aran balançou a cabeça. O movimento foi seguido por uma poça de lubrificação que se formou. Enoch lambeu sem reservas, os lábios quentes varrendo sua coxa até a entrada carnuda.

 

“Ah!”

 

Ela não queria mais ouvir aqueles sons lascivos. Fechou os olhos, mas sabia que era inútil. Não era possível impedir a sensação abaixo. A língua invadindo sua feminilidade… não era o bastante já ter lambido todos os seus fluidos.

 

Tentou escapar de seu aperto, mas era impossível. Ele envolveu a sua cintura com firmeza. O seu interior, que permitia a intrusão externa, contraía-se e envolvia a língua dele. Um sopro quente escapou de seus lábios. Parecia prestes a derreter.

 

“Ah… pare… Enoch…”

 

O edredom roçava seus mamilos. A sensação a provocava de forma persistente, a ponto de ela já estar farta. Sempre que isso acontecia, um calor incômodo e ardente se acumulava em seu ventre. Aran conseguiu conter a cintura e os quadris para não se mexer, apesar do impulso do próprio subconsciente. No entanto, seu interior estava inquieto e implorava por uma invasão externa. Cada vez que a língua de Enoch a tocava, um pequeno prazer se acumulava em ondas e corria em direção ao ápice.

 

“Uhh…!”

 

Logo antes de alcançar o clímax, a língua dele subitamente deslizou para fora. O prazer perdido de repente se espalhou por todo o corpo. Um som abafado formou-se no fundo de sua garganta.

 

Enoch afastou a mão dela da própria orelha.

 

“Vossa Majestade.”

 

Aran olhou para ele com olhos marejados. No momento em que encarou aqueles olhos cheios de puro anseio, o coração de Enoch palpitou intensamente. Ele não queria que ela chegasse ao clímax. Ainda não. Não estava decepcionado.

 

“Você me deseja?”— perguntou conduzindo a mão de Aran até seu membro. Aran quase assentiu. Balançou a cabeça depressa, agarrando-se à razão por um fio.— “Então é o do Duque que deseja?”

 

Foi como se água gelada a tivesse lavado.

 

“Eu… não sei do que está falando…”

 

“Você não me rejeitou de forma tão violenta naquela outra vez. Foi porque achou que era o Duque Sylas?”

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