As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 34
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Tradução: Gab
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Ao deixarem o jardim, o chefe de gabinete da Imperatriz Regente e os guardas a olharam em frenesi. Quando viram-na nos braços do Grão-Duque, pareceram prestes a desmaiar bem ali.
“Onde Vossa Majestade esteve? Fiquei tão assustado ao vê-la desaparecer de repente…”
Aran piscou os olhos para expressar seu arrependimento. Claro, o principal culpado por tudo era Enoch. Ela sabia que ele não admitiria nada.
“Está se sentindo mal, Vossa Majestade?”— Ao notar o rosto pálido de Aran, o criado perguntou ansiosamente.
“Ela parece ter se perdido no jardim”— disse Enoch.
“É… é culpa minha. Não prestei tanta atenção quanto deveria. Melhor levá-la imediatamente aos aposentos para descansar, Grão-Duque.”
O Grão-Duque, que teve a audácia de assentir com inocência, apertou-a com firmeza e seguiu em direção ao quarto dela.
Aran olhou para o rosto dele, atônita.
A expressão gentil era a mesma de sempre, mas nos olhos frios ela enxergou raiva. As marcas de unhas em suas bochechas já haviam desbotado e praticamente não eram visíveis.
Ele não dirigiu uma palavra a Aran, tampouco pousou o olhar nela até chegarem ao quarto. As servas abriram a porta. Ninguém questionou por que o Grão-Duque estava com a Imperatriz.
Aran estremeceu, agora já um hábito, ao ouvir a pesada porta se fechar. Depois disso, Enoch baixou os olhos para ela. A máscara cortês que usava diante dos outros havia desaparecido. A regente desviou o olhar, incapaz de encará-lo. Ele tentou prendê-la a cama, mas Aran balançou a cabeça.
“Preciso trocar de roupa”— disse ela.
Apesar do escuro era óbvio que seu vestido estava cheio de grama e terra manchando-o. Não queria deitar na cama com a roupa suja.
“Pode trocar os lençóis de manhã”— disse o Enoch, calmamente.
“Não vou me sentir bem. É desconfortável”— protestou Aran fracamente.
Enoch suspirou, cansado.
“Obrigada por me trazer em segurança… Chamarei a minha dama de companhia. Agora, por favor… ah…!”— Tentara afastar-se dele com cuidado, mas Enoch de repente a puxou rudemente para si e começou a tirar o seu vestido. O tecido fino quase se rasgou com o toque apressado.
“Não precisa chamar ninguém. Eu cuidarei de você sempre que quiser.”
“Espere… pare…”
“Aguente apenas um pouco, mesmo que seja repulsivo.”— Ele se aproximou e a levou ao banheiro para lavar suas mãos, pés e rosto sujos.
Temendo o jeito dele, mais violento do que o habitual, Aran não teve escolha senão seguir sua vontade. Fazia um ou dois dias desde a última vez que haviam se relacionado. Ele buscaria o seu calor novamente, mas dessa vez parecia genuinamente irritado. Ao trazê-la de volta para a cama, Enoch arrancou a sua calcinha úmida, rindo impiedosamente enquanto ela tremia. Seus olhos brilhavam com um desejo implacável ao fitar toda a sua plenitude.
“Pode parar de fazer a cama tremer.”— Ele sussurrou, acariciando seu seio, do mais puro branco. Parecia pedir permissão, mas Aran sabia que não era bem assim.— “Achei que você só soubesse se tremer toda e ter medo, mas quem diria que era boa em ser gentil com um homem.”
“Quando eu… Quando…”— Aran cerrou o punho. Tentou lembrar por que ele estava tão bravo, mas nada lhe vinha à mente.
Visto que continuava mencionando o nome do Duque Sylas, talvez Enoch estivesse descontente por ela ter dançado com ele, mas isso era normal. Acontecia frequentemente em banquetes regulares. Além disso, a conversa que tiveram não fora grande coisa.
Enoch beliscou seu mamilo como se a repreendesse por não conseguir se concentrar.
“Nnghh!”
Em um piscar de olhos a Aran se contorceu. Uma mão grande agarrou seus seios com firmeza, duas montanhas macios prestes a desfazer.
“Está doendo…”— Aran, aterrorizada com a possibilidade de se entregar, implorou.
Enoch fingiu indiferença e a observou, mas, na verdade, estava cego de raiva. Sabia que Aran não estava bem, mas ignorou seu estado atual. O que queria era penetrar seu corpo e marcá-la com dor, sem preparo algum. Queria que ela soubesse que ele podia fazer tudo o que desejasse e agradasse a si mesmo.
A mulher continuou tremendo por algum tempo. Não conseguia ler a mente dele, não era capaz, mas reagia sensivelmente aos sentimentos dele. Afinal, desde jovem tinha o hábito de observar seu rosto e seu humor atual.
Sentiu certo orgulho com esse pensamento.
Enoch relaxou a pressão sobre seu seio e mordeu o mamilo através da fresta entre os dedos. Aquele mamilo rosado, tão sensível ao menor toque, era uma de suas partes favoritas nela. Estava ereto e firme.
“Ah…”— Aran soltou um som nasal quando ele o sugou com propriedade. Corou de vergonha quando seus olhares se encontraram.
Baixando timidamente as pálpebras e tremendo, ela parecia uma amante inocente que aceitava pela primeira vez o homem que amava.