As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 33
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Tradução: Gab
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“Pare!”— A Aran rosnou.—“Se estivesse em pleno juízo, jamais ousaria macular a atual Imperatriz!”
“Eu nunca estou em pleno juízo. Sempre estou desejando-a, Imperatriz.”
A figura sombria finalmente afastou os lábios e Aran reconheceu a voz imediatamente.
“Enoch?”— Ela estava nervosa. Perdera as forças. Ao mesmo tempo, uma mistura confusa de medo e alívio a invadiu. Aliviada por não precisar se expor daquela forma a um estranho qualquer, mas aterrorizada porque sua autoridade parecia não significar nada para ele.
“Por quê? Estava esperando que fosse outro homem?”— O polegar dele pressionou suavemente as suas partes sensíveis.
“Mas o quê… não faça isso…”— Um apelo de medo genuíno escapou. Era diferente do tom com que o repreendera antes. Naquela hora, ela não sabia que era Enoch.
“Não veio até aqui esperando algo assim, como aquelas pessoas descaradas sob o véu da noite?”
“Não! Jamais! Eu queria apenas dar uma volta, encontrar um pouco de paz de espírito…”
“Não estava esperando o Duque?”
“Esperando quem?— Aran não compreendeu bem.— “Do que está falando…”
“Parece que esperava que o Duque Sylas saísse furtivamente do salão de baile e viesse até aqui.”
“O quê?”— A Aran entreabriu os lábios, atônita. Aquelas palavras a chocaram mais do que qualquer obscenidade que já ouvira.
“Infelizmente, ele parecia ocupado, então vim em seu lugar. Afinal, não é cortês deixar uma dama sozinha.”— Os olhos vermelhos dele cravaram-se nos dela com uma emoção complexa. Mordiscou seus lábios com rudeza. Seus seios, aprisionados dentro do vestido, foram tomados por ele.
“Pa-pare!”
“Deve ser diferente, não é? Já que estava esperando outra pessoa.”
“Não…”
Ao contrário da boca que implorava, os lábios floridos de Aran umedeciam-se constantemente e acolhiam os dedos de Enoch.
“Ah…”— A mão que empurrava os ombros de Enoch de repente agarrou sua gola. Mesmo assim, ela detestava fazer aquilo naquele lugar.
Enoch, sem pressa, esfregou a própria mão firmemente sobre a coxa de Aran.
“Ah? Parece que está ficando excitada, Vossa Majestade.”
“Ele realmente pretende fazer isso aqui?”— Pensou.
Os sons de gemidos e tapas que Aran ouvira antes ecoaram em seus ouvidos. Escondidos entre as árvores e a escuridão, era fácil imaginar que estavam colados um ao outro iguais a animais. Assim como Enoch dissera, eram uns descarados e ele queria torná-la igual a eles, queria possuí-la sobre aquele chão de terra.
Ela sentiu náusea. Os poucos goles de álcool que tomara antes fizeram seu estômago revirar no vazio. Seu corpo esfriou em um instante, e imediatamente empurrou e esbofeteou com força o ombro do Enoch.
Enoch retirou a mão e olhou para Aran com preocupação. Sentiu algo incomum no ar.
“O que houve?”— perguntou.
Aran não conseguiu responder. Assim que seus lábios se libertaram dele, virou-se de lado e vomitou. Um cheiro azedo misturado ao suco gástrico com vinho escorreu.
Enoch percebeu imediatamente a situação e esfregou a barriga dela. A Aran sentia náuseas, expelindo todos os fluidos que restavam em seu estômago. Quando a náusea finalmente cedeu, Enoch limpou a mancha no canto de seus lábios. Depois, sem dizer uma palavra, tomou-a nos braços e se afastou.
As forças de Aran haviam se esgotado. Não lhe restava outra escolha senão ser carregada por ele.