As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 25
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Tradução: Gab
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Abraçando o corpo dela, completamente exausto, Enoch a fitou com olhos transbordando ganância. Ele estremeceu, liberando seus fluidos brancos dentro dela. O líquido esbranquiçado se misturou à lubrificação e encharcou as nádegas de Aran.
Em seguida, Enoch abriu a porta.
Assustada, Aran vasculhou o quarto às pressas. Não havia ninguém. Somente então percebeu que ele estava brincando com ela. Ao mesmo tempo em que a tensão se dissipou, uma onda de vergonha a invadiu.
Enoch se retirou lentamente, observando o rosto dela manchado de raiva e vergonha.
“Vai me dar outro tapa?”— Aran não respondeu. Sua raiva desajeitada apenas o divertiria ainda mais.
Enoch caminhou até a cama, mantendo-a segura em seus braços, certificando-se de que ela não escorregasse de sua pegada. O lençol macio tocou as costas dela. O forro ficou molhado, mas não havia ninguém que se importasse.
Enoch se deitou sobre ela. Aran tentou se levantar, mas ele pressionou seus ombros para impedi-la de se mover.
“Pare…”— Aran balançou a cabeça.
Ele acariciou o rosto pálido dela com a mão grande. O toque, à primeira vista, parecia gentil.
“Deveria recompensar o vosso servo por seus serviços.”
“…Eu lhe darei o que quiser… Portanto, apresse-se e vá embora…”
“É a ti que eu desejo.”— Enoch sorriu, afastando lentamente as pernas dela.
Os olhos de Aran se arregalaram e ela tentou fechá-las novamente, mas foi inútil. A força dele era maior que a dela.
“Pare…”
“Vossa Majestade, tudo o que pode me oferecer é este corpo. Você é minha, Vossa Majestade.”
Antes que Aran pudesse responder, um volume grande e inchado penetrou em seu âmago. As paredes internas sensíveis expeliram umidade quente e se enrolaram por completo ao redor do membro.
“Ah!”
Sem perceber, Aran cravou as unhas nas costas de Enoch. Ele não se importou, mesmo com a dor causada pelas unhas afiadas. Sua masculinidade a tomava repetidamente, e tudo o que ela podia fazer era se contorcer sob seus braços.
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Aran havia se lavado há pouco e, ainda assim, já estava novamente arruinada pelos fluidos brancos de Enoch. Ele a abraçou com todas as forças e se deleitou até o fim. O próprio corpo pegajoso era desagradável.
Ela virou o rosto em direção à mesa, ignorando o toque insistente de sua masculinidade.
“?”
Não havia nada sobre a mesa. Ela piscou os olhos. Tinha certeza de que havia colocado ali a carta de Clared.
“Está procurando a carta de Clared?” – ele perguntou-lhe, pressionando o mamilo que se erguia de excitação.
Aran mordeu o lábio e assentiu.
“Eu a joguei na lareira.”
“O quê? Por quê?”— perguntou Aran, com a voz inquieta.
Em vez de responder, Enoch retirou a mão de cima dela e se levantou da cama.
“Ele disse que viria visitar o Palácio Imperial mais cedo ou mais tarde.”
“Você não vai conseguir se encontrar com ele”— respondeu Enoch.
O som da água sendo despejada em um copo vazio ecoou, e Aran sentiu uma sede intensa ao ouvir o ruído. Enoch voltou para a cama com um copo de água, mas ela não tinha forças para sequer erguer a mão. Enoch percebeu isso e nem se deu ao trabalho de lhe entregar o copo. Em vez disso, apoiou as costas de Aran, ergueu a parte superior de seu corpo e pressionou a borda do copo contra seus lábios.
A água, aparentemente previamente aquecida, estava numa temperatura moderada — nem fria demais, nem quente demais. Aran projetou os lábios com cuidado e bebeu, mas não conseguiu engolir direito, e grande parte da água se derramou.
“Que adorável.”— dsse Enoch.
Ele sorriu, bebeu um gole de água e beijou a boca de Aran. A água da boca dele passou para os lábios dela, que engoliu suavemente aquilo que ele lhe oferecia. Após repetir o gesto várias vezes, sua sede foi saciada.
Aran ergueu o olhar para Enoch, com os olhos marejados, exigindo uma explicação. O homem encarou o rosto frio dela e os olhos verde-claros, os quais brilhavam como se a humilhação de antes não significasse nada. Sua obstinação constante era algo que ele amava, mas às vezes se tornava irritante, assim como agora.
“Ele é um nobre influente. Se eu não o convencer, as pessoas contrárias à minha vontade ficarão hostis.”— disse Aran.
“E como pretende convencê-lo?”
Você é impotente.
Era como se Enoch a encarasse com essas palavras silenciosas. Aran mordeu os lábios.
“…Mas não posso deixar passar essa chance. Clared é uma boa pessoa, então, se eu falar com ele, tenho certeza de que entenderá. Tenho certeza de que me ajudará.”
A voz de Aran foi ficando cada vez mais baixa. Ela sabia o quão tolas suas palavras soavam. Antes mesmo de ser seu amigo de infância, Clared Changeback era um Grão-Lorde que defendia a fronteira sul. Mas Enoch estava certo, ela não tinha nada a oferecer a ele.
“Se soubesse como ele a olha, não teria nenhum desejo de encontrá-lo.”— Enoch sorriu e acariciou a bochecha de Aran com seus longos dedos.
A governante não compreendeu uma única palavra do que ele disse e piscou, atônita.