As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 24
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Tradução: Gab
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Um gemido insistente ecoou pelo banheiro. A masculinidade quente de Enoch e a água fria mantiveram Aran desperta. Então, em algum momento, o corpo dela também começou a esquentar.
“Ah… ha… ah… ah…!”
Assim que a Aran começou a soltar um gemido anasalado, Enoch interrompeu os movimentos e olhou para o rosto dela, que retribuiu o olhar com olhos embaçados, ofegante.
Quando Enoch passou a mover a cintura levemente, ela gemeu e estremeceu. Era evidente que as paredes internas, apertando sua masculinidade com força, estavam mais quentes do que antes. O líquido que se agitava lá dentro também começava a ficar pegajoso. Seus cabelos molhados se enrolaram para trás; a linha longa de seu pescoço e a clavícula úmida ficaram mais visíveis e expostas. Enoch as beijou como se lhe pertencessem. À medida que ele a explorava novamente, o coração de Aran tremia em resposta.
“Ahhh…!”
Aran estendeu a mão em desespero e se agarrou ao pescoço de Enoch. Era algo que jamais se veria fazendo, mas não pôde evitar, pois havia apenas água ao seu redor e nada em que se segurar. Suas pernas, que também não sabiam onde ficar, envolveram a cintura dele.
Enoch logo percebeu que ela estava chegando ao clímax.
“Ha… haa…”— A Aran gemeu, mordendo o ombro de Enoch. Ao mesmo tempo, ela metia nela e a tomava com voracidade.
A governante engoliu o fôlego e tentou se levantar, forçando os membros que pendiam languidamente, mas Enoch a abraçou com mais força, fazendo-a se inclinar em seus braços. Sem forças para resistir, Aran apoiou suavemente a cabeça na nuca dele. Seus seios foram esmagados contra o peito firme e quente do homem. O braço que envolvia seu pescoço perdeu a força e arranhou as costas musculosas dele.
O corpo nu de Enoch era repleto de cicatrizes, vestígios do tempo passado nos campos de batalha. Todo seu ser estremeceu por um instante quando os dedos dela tocaram uma cicatriz em suas costas. Aran, meio entorpecida, não percebeu, mas sentiu o corpo dele esquentar. Era muito raro estarem entrelaçados assim. Enoch normalmente não tirava as roupas, e ela também não pretendia fazê-lo. Afinal, o que ele queria dela não era uma ligação profunda, tampouco aconchego, pensou Aran com a mente enevoada.
Enquanto isso, ele continuou a brincar com o corpo dela. Quando ela tremia, sentia sua masculinidade se inflar, fazendo com que o aperto ao redor do pescoço dele se intensificasse.
“Está com frio?”
Sem forças para responder, Aran assentiu levemente. Seu corpo havia esfriado e ela sentiu um arrepio. Não pôde evitar aproximar-se do calor dele para fugir do frio.
Enoch segurou firmemente sua cintura e voltou a investir.
“Ah…”
Em seguida, quando seu corpo foi erguido no ar, uma Aran assustada ficou pendurada em seu pescoço. Ela ouviu um riso curto. E, antes que percebesse, um volume totalmente ereto a atravessou.
“Ungh!”— Aran se agarrou a ele e gemeu.
Quando Enoch abriu a porta e passou pelo banheiro, Aran recuperou os sentidos com atraso. Ela balançou a cabeça e perguntou — “A dama de companhia…?”
Normalmente, sempre que Enoch aparecia, suas criadas se retiravam, mas naquele dia ela se sentia inquieta. Não podia ter certeza se não havia ninguém do lado de fora. A ansiedade cintilou imediatamente em seus olhos. Ela não achava que ele faria aquilo com as criadas à espreita. Às vezes, não conseguia prever sua natureza tão imprevisível.
“Está preocupada que haja olhos observando?”—falou e olhou para ela com divertimento.— “Então acho melhor não sair. Já que Vossa Majestade não gosta de mostrar o seu corpo nu aos outros.”
“Espere… isso quer dizer que tem alguém do lado de fora…”
Antes que pudesse terminar, Enoch se ergueu e caminhou até a porta, prensando as costas dela contra a madeira. Sem perceber o que acontecia, Aran envolveu inconscientemente as pernas na cintura dele e apertou o braço ao redor de seu pescoço. Enquanto ele enfiava em sua entrada, o vai e vem de sua masculinidade ficava claramente exposto. Somente então Aran percebeu a intenção dele, com o rosto tomado pelo espanto.
“E- e- e-”— Antes que conseguisse falar, Enoch passou a se mover de forma brusca. Sua masculinidade tocava o ventre dela a cada avanço.
Aran engoliu o gemido quase gritante.
A cada avanço, o seu corpo batia contra a porta, produzindo baques. A postura instável no ar a deixava ansiosa. Seu corpo frio começou a esquentar após várias investidas do mastro espesso de Enoch. O chocalhar da porta e o som da carne se chocando juntos eram vertiginosos.
“Ah…”
Toda vez que o membro dele a atravessava profundamente, um som involuntário escapava de seus lábios. Se suas criadas estivessem do lado de fora, certamente se perguntariam o que ela estava fazendo. Suas costas e voluptuosas nádegas formigavam, mas ela já não se importava.
“Ah… pare… pare… ugguh…!”
Aran chorou e implorou, mas Enoch não ouviu. Pelo contrário, passou a se mover com ainda mais violência ao ouvir seus clamores. Ele a perfurava com mais força, a tomava de maneira rude, metendo em seu interior como se quisesse arrancar-lhe lágrimas.
Aran não conseguiu recuperar os sentidos diante da dor, do prazer e do medo. Qualquer razão que lhe passasse pela cabeça se dissolveu, e lágrimas escorreram. Enoch beijou-a várias vezes ao redor de suas sobrancelhas franzidas. Em seguida, lambeu e engoliu suas lágrimas com avidez.