Noites de Caos (novel) - Capítulo 57
Tradução: Gab
Revisão: Gab
Song, que assava castanhas em um braseiro, começou a soluçar ao vê-la.—“Você, você.”
“Tem notícias da minha irmã? Ela não passou por aqui? Vim porque pensei que poderia ter deixado uma carta.”
“Bem…”
Atrás de Eun-Ha, os outros entraram. Embora hoje seu rosto estivesse coberto pela sombra de um chapéu gat*, Song engoliu em seco.—“Espere.”
(*N.T: um chapéu que normalmente é usado com o hanbok, comum do Período Joseon.)
Depois que recobrou os sentidos, Song entrou na sala dos fundos e voltou com uma carta. Ele havia planejado visitar a casa de Jihak quando o tempo melhorasse, mas estava com medo. O olhar no rosto de Jihak era estranho.
Talvez ele estivesse irritado.
Song achava que sabia o que os olhos de Jihak significavam. Era um olhar que via Eun-Ha como mulher, não apenas como leitora. Caso ele ainda fosse o Príncipe Herdeiro, ela ao menos seria sua concubina. Ele segurou a mão de Eun-Ha.—“Não leia aqui, leia em casa. Eu não sei o que a Yongi escreveu.”
“O que você sabe sobre minha irmã?”
“Ela está na casa do Jovem Mestre Shihoon. Não sei o porque Yongi foi parar lá, mas parecia sem vida, como se estivesse pronta para morrer.”
Song, que falava com franqueza por estar atento a Jihak, percebeu que cometera um erro. Suas palavras só a fariam se preocupar. A ansiosa Eun-Ha guardou a carta e caminhou até Jihak.—“Podemos voltar agora.”
Quando Eun-Ha segurou o braço de Jihak, Song desviou o olhar.—“Você não precisa de livros?”
“Já li todos os livros daqui e já recebi uma carta da minha irmã…”
“Onde está sua irmã?”
Song sentou-se silenciosamente numa cadeira na entrada. Normalmente, clientes vinham pegar livros emprestados, mas agora não tinham permissão para entrar. Ele percebeu algo incomum nos olhos de Eun-Ha — havia definitivamente uma relação mais profunda entre eles.—“Diga-me.”
“Parece que ela vai ficar na casa do Jovem Mestre Shihoon.”
Um alívio surgiu no rosto de Eun-Ha. Jihak assentiu.—“Yoon Shihoon.”
“Então, agora podemos…”
“Este é o livro que o proprietário lhe deu outro dia?”— Ele sussurrou suavemente no ouvido de Eun-Ha.
“O quê?”
“Não disse já ter lido todos os livros daqui? Estou curioso.”
Ela puxou o livro que Jihak havia apontado e ficou surpresa ao ver a palavra vulva logo na primeira página.— “Ah, não… provavelmente não!”
“Acho que você disse que era um livro que eu poderia gostar, estou errado?”
“O proprietário nunca me daria um livro assim…”— O coração de Eun-Ha afundou ao ver que o dono desviava o olhar.
“Você não deveria confiar tanto nas pessoas.”
“Você tem razão…”
Ela prometeu que queimaria o livro assim que chegasse em casa. Como poderia ler aquilo para Jihak? Mesmo que Jihak lhe pagasse uma fortuna para isso.— “Eu não posso ler isso.”
“Eu sei. Você nem consegue levantar a cabeça depois de um beijo. Você é tímida demais.”
Ele se aproximou dela. Ela sentiu que ele a encurralara, então se agarrou a uma estante próxima. Jihak tocou seu rosto corado.— “Eu gostaria de ouvir algo como: lamba minha buceta, ou isto é o paraíso…”
Seus lábios roçaram sua bochecha.—“Quero ouvir isso esta noite, Eun-Ha.”
“Não, isso já é demais!”