Noites de Caos (novel) - Capítulo 56
Tradução: Gab
Revisão: Gab
Eun-Ha estava vestida com elegância. Ela havia vivido alguns dias estranhos, silenciosos, mas inquietantes. Foram dias desconfortáveis pois nada de importante havia acontecido.
Porém, quatro dias depois, tudo mudou.
A leitora, que foi aos aposentos de Jihak para ler um livro, sentiu o coração disparar ao ser avisada de que deveria se preparar para partir. Era porque, com um pouco de sorte, poderia encontrar a Yongi e o sorriso não saía de seu rosto enquanto se preparava, tinha certeza de que sua irmã estava segura. Se perguntava se ela ainda tinha a caixa com o dinheiro.
Havia muitas coisas que queria perguntar à irmã, mas o primeiro lugar que Jihak visitou foi uma loja de tecidos. Eun-Ha ficou surpresa quando ele pediu a ela que encomendasse roupas de algodão.
“O tecido mais barato. Nem precisa colocar algodão. Por favor… use o mais barato.”
A dona da loja olhou para Jihak na entrada com o rosto preocupado, ao ouvir o sussurro de Eun-Ha. — “Mas recentemente você me pediu para usar o tecido mais luxuoso…”
“Aquilo foi com dinheiro que preciso devolver.”
“Mas não é algo caro para alguém como ele.”
“Ainda assim, me sinto desconfortável.”
Tristeza apareceu no rosto da dona, talvez por pensar que poderia lucrar pela primeira vez em muito tempo. Eun-Ha, que olhava de lado para Jihak, conduziu a proprietária até a parte dos tecidos baratos. O Milorde, que a observava falando com o vendedor, aproximou-se. O homem alto abaixou a cabeça enquanto acariciava a seda perto dela.— “Você é muito barulhenta.”
Eun-Ha levantou a cabeça, surpresa com a voz que vinha de cima. A sombra dele se projetava sobre ela.— “Milorde, eu preciso de roupas confortáveis. Tecidos luxuosos…”
“Que desculpa absurda.”
“É a verdade. Além disso, não estou acostumada a eles.”
“Mas nem pense em usar roupas de homem. Não gosto de sentir como se estivesse abraçando um homem.”
Eun-Ha, que respirou fundo, olhou para o dono da loja. Estava claro que ela tinha ouvido o que Jihak dissera. A mulher desviou o olhar, com uma expressão constrangida no rosto. Ele passou o braço ao redor do pescoço esguio da jovem.— “São roupas para você, mas é o tecido que toca minha pele. Então não pense besteiras.”
A respiração quente dele tocou sua pele. Eun-Ha assentiu e se virou para a dona da loja. Jihak, que escolheu o tecido recomendado, caminhou até a entrada. Ele esperou enquanto tiravam as medidas do corpo dela.
“…Quem é ele? Nunca o vi antes.”
“Ele não é daqui.”
“Escutei por aí que a Yongi não é mais uma cortesã. Achei que vocês duas tivessem fugido para outro lugar.”
“Você não viu minha irmã?”
“Nem um sinal dela por aqui.”
Depois que a dona tirou suas medidas, ela anotou o valor para Yuljae. Eun-Ha saiu da loja acompanhada por seu lorde. As ruas estavam cheias de comerciantes com suas mercadorias expostas e, embora fizesse muito tempo desde que as via tão movimentadas, a jovem estava ansiosa para visitar a livraria. No entanto, Jihak caminhava calmamente. Eun-Ha, preocupada em voltar para a mansão sem visitar a loja de livros, de repente agarrou as roupas de Jihak.— “Posso ir à livraria?”
Jihak olhou brevemente para a mão dela.— “Está com tanta pressa assim?”
“Sim. Gostaria de ter notícias da minha irmã. Talvez ela tenha deixado uma carta lá…”
Ele também estava curioso. Achava que a irmã de Eun-Ha a procuraria ao sair da casa de cortesãs, mas Yongi desapareceu o mais rápido que pôde, mesmo que fosse melhor que tivesse sumido.
Jihak silenciosamente segurou a mão de Eun-Ha. Ela se assustou e tentou soltá-la, mas ele a apertou ainda mais firme. — “As pessoas estão nos olhando…”
“Estou cego, então você é minha guia… Vou fechar os olhos a partir de agora, então me guie com cuidado. Vamos até a livraria.”