As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 70
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Tradução: Gab
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Aran mordeu o lábio e olhou ao redor, ansiosa. Felizmente, eram apenas os dois sentados naquela fileira. Estavam posicionados na parte mais alta; ninguém conseguiria ver o que faziam.
“Não… não em um lugar como este–!”
Enoch ignorou o sussurro contido de Aran e puxou a sua calcinha para o lado. Ela quis correr, fugir, mas tudo o que conseguiu fazer foi se remexer inquieta. Tinha medo de que alguém desconfiasse.
O dedo dele tocou seu clitóris, traçando-lhe o contorno. O corpo de Aran se contraiu por reflexo.
“Não se mexa tanto”— Enoch sussurrou, beijando a nuca dela.
Aran não conseguia acreditar que ele estivesse fazendo aquilo ali, dentre todos os lugares possíveis. Continuou encarando o palco à frente, concentrando-se na peça. Tentou parecer normal, mas os dedos dele — céus, os dedos dele — desenhando pequenos círculos ao redor de seu clitóris a impediam de pensar em qualquer outra coisa.
Aran abaixou a cabeça para esconder o rosto em vermelho vivo, cerrando os dentes para impedir que gemidos escapassem. Sentiu quando ele deslizou um dedo, depois outro, curvando-os e esfregando contra o seu interior.
“Mmphh…!“— ela gemeu baixinho.
Afundou mais no assento, mantendo os joelhos bem juntos. Seus gemidos eram suaves e facilmente abafados pelas vozes dos atores. Ela mordeu o lábio até tingi-lo de vermelho, enquanto uma lágrima escorria pelo canto de seus olhos.
No fim, Enoch conseguiu o que queria. Ele viu as suas lágrimas.
“Ahh… hnngg… Enoch… pare–!”
“Já está extremamente molhada, Vossa Majestade.”
O dedo dele alcançou o fundo de seu interior, acelerando os movimentos. A sensação era intensa. A pressão dentro dela cresceu, e seu corpo começou a tremer. Sua mão desceu quase automaticamente, tentando encontrar os dedos dele, mas Enoch não cedeu. Os dedos penetraram ainda mais fundo, enquanto o polegar fazia círculos em torno do seu ponto sensível.
O líquido quente de seu desejo encharcou a mão de Enoch.
“Hnfh!“—escapou dela, um pequeno e abafado som, fácil de passar despercebido.
Enoch agarrou a mão de Aran e a puxou em direção à própria virilha. Ela o olhou, surpresa, quando seus dedos tocaram algo duro e quente. Era o pau dele — já meio ereto.
“Em mim também.”— disse ele, encarando o palco.
Aran ficou imóvel por um instante e então abriu o zíper da calça. A virilidade dele saltou para fora, e ela estendeu a mão, segurando-a com firmeza. Aran esfregou a ponta com o polegar escorregadio. Sua mão formou um túnel apertado, e ela o envolveu por completo.
Enoch arfou.— “Haaa… sim, isso mesmo, Vossa Majestade.”
Enquanto Aran o estimulava, Enoch introduziu mais um dedo. Seus dedos afundaram em sua intimidade encharcada, ultrapassando os lábios inchados, até se perderem em seu interior. Três dedos foram suficientes para fazê-la perder o fôlego e se mover contra o braço dele. Ele sentiu o calor do prazer dela escorrer ao redor dos dedos, depois pela mão, até o pulso.
Aran apoiou a cabeça no ombro de Enoch, ofegante.
“Isso não é uma punição.”— Enoch estalou a língua.
Em meio às carícias, as palavras dele atravessaram o coração dela. Aran tentou se recompor, mas a força havia abandonado seu corpo. Fosse o que ele sentia, fosse o prazer que ela experimentava, ela só queria que aquilo terminasse.
Lelew
Muito obrigada pela tradução, por favor, continuem!!! As novels detalham muito mais a história!!