Noites de Caos (novel) - Capítulo 75
Tradução: Gab
Revisão: Gab
Chunhee se assustou quando viu os arranhões nas bochechas da jovem.
Eun-Ha havia lutado como uma louca até que seus membros fossem amarrados e seus olhos vendados. Parecia um animal selvagem preso em uma armadilha.
Chunhee, que enxugava o suor de sua testa, aproximou-se das pessoas mascaradas.—“Cumpri a minha parte. Se eu não receber certinho o dinheiro, vou estragar tudo.”
“Entendido.”
Chunhee saiu com uma expressão assustada. Somente então os homens mascarados abriram a porta dos fundos. Ali estavam Yoon Jongshin e Simdeok.
“A garota?”
“Aqui está.”
Eun-Ha, vendada, concentrou-se nas vozes deles. Em seguida, amaldiçoou Chunhee, que a traiu. Como ela pôde enganá-la daquela maneira? Achava que a garota era amiga próxima de sua irmã. Ela temia que a Yongi estivesse ali também. Mas parecia que apenas ela era o alvo.
Mesmo que fosse atacada por um tigre, suportaria pela força da determinação. Além disso, tinha um guerreiro como escolta, então precisava manter a compostura. Eun-Ha pensou nas pessoas que poderiam tê-la sequestrado.
“A garota está calma.”
“Ela estava se debatendo até agora há pouco.”
“Tsc…”— Jongshin segurou o queixo de Eun-Ha. Era difícil ver com clareza por causa da venda, mas ela certamente tinha hematomas escuros nas bochechas. Eles poderiam suspeitar dele. Ele deu um tapa em um guerreiro próximo.
“Eu disse para ter cuidado.”
“Perdão, senhor.”
O Ministro da Defesa posicionou a cadeira de frente para ela. Embora tivesse lutado há alguns instantes, talvez tivesse entendido a situação, pois agora estava quieta.
“Você é a leitora do Príncipe?”
Um guerreiro ao lado tirou a sua mordaça. Imediatamente, ela mordeu aquela mão com força.
“Ah! Sua vadia!”— O homem tentou esbofeteá-la, mas uma lâmina encostou em seu pescoço. Ele recuou, com a mão marcada pelos dentes. Parecia sofrer.
Eun-Ha sorriu.— “Há algum motivo para não poder tocar no meu rosto…? Parece que vocês têm medo do Príncipe. Por que me trouxeram aqui?”
“Cale a boca. Quem faz as perguntas sou eu.”
“Não vou perguntar quem você é. Só me diga por que me trouxe.”
“De jeito nenhum.”
O Ministro da Defesa apertou o pescoço dela. Seu rosto ficou vermelho e sua respiração pesada, como se estivesse sufocando.
Simdeok, que observava a cena num canto, apertou as mãos trêmulas ao se lembrar dos subordinados que tiveram a cabeça cortada por terem prendido Eun-Ha. Ela não conseguia fazer nada, pois estava tomada pela ansiedade de que algo ruim aconteceria.
“Qual é o seu nome?”
“Você me sequestra e não sabe meu nome?”
“A vida da sua irmã depende da sua língua.”
“Como ousa mencionar a minha irmã! Quem é você?”
“Não sei. Apenas um cavalheiro que se importa com o futuro do reino.”
“Acho que o que pensei ser um cavalheiro era uma visão equivocada.”
O Ministro da Defesa riu.— “Há um motivo para o Príncipe ter aquela atitude.”
“O que quer dizer?”
“Tem certeza de que ele é realmente cego?”—Após soltar seu colarinho, ele acebdeu o ópio. Eun-Ha assentiu.