As Noites da Imperatriz (novel) - Capítulo 18
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Tradução: Gab
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Um dedo belo cravou-se em seu interior quente e provocou profundamente sua carne macia. Aran sentiu-o e estremeceu, sua carne encharcada acolhendo o dedo sem qualquer resistência. Sons úmidos e ruidosos ecoavam em um ritmo cadenciado.
Era uma melodia para os ouvidos dele. Ela estava se aproximando do clímax, e ele sabia disso.
“Vossa Majestade.”— Aran enrijeceu ao ouvir a voz áspera chamá-la.
Enoch abriu-lhe as pernas ainda mais e inclinou-se para inspirar profundamente sua entrada amável e doce, e lamber de leve os lábios externos.
Aran estremeceu. Talvez ela não o tivesse ouvido.
Ele a chamou novamente.— “Vossa Majestade.”
Ele tinha certeza de que, desta vez, ela ouvira. Interrompeu o que fazia e ergueu o olhar para ela. Aran suspirou, aliviada, e disse.— “…O que foi?”
“O duque Sylas solicita uma audiência. O que deseja que eu faça, Vossa Majestade?”
Duque Sylas?
Ela tentou formular um julgamento sensato, mas sua mente estava enevoada. Tinha certeza de que o duque não estava entre as pessoas que deveria receber naquele dia.
“…O que quer dizer? Espere… ah… haa…!”
De repente, a língua de Enoch penetrou em seu interior já molhado. Ela já estava à beira de desmorar. Seus sentidos atingiram o auge. Estava sensível, e tremia a cada lambida que a língua de Enoch direcionava a sua pele.
“Vossa Majestade, está passando mal?”— Quando Aran nada respondeu e pareceu se aquietar, Enoch perguntou em voz baixa.
“Não, estou bem”— Disse ela com a voz abafada.— “Pergunte-lhe qual é o assunto e, se não for urgente, ordene que volte.”
“Sim, Vossa Majestade.”
Aran, que havia superado a crise, fitou-o com um olhar carregado de ressentimento contido. Ao contrário do nervosismo que a corroía, Enoch parecia excessivamente relaxado.
“Por favor, não agora. Estamos no escritório.”
Ninguém entraria voluntariamente no gabinete da Imperatriz Regente sem permissão, mas a simples ideia de pessoas passando pelo corredor e detendo-se diante da porta intensificava o seu nervosismo.
Aran tentou afastar a cabeça dele, mas Enoch segurou-lhe o pulso e encarou-a nos olhos.— “Por quê? Acha que é um problema?”
“Claro que…! Nnghh…”
Sem hesitar um instante sequer, Enoch mergulhou em seu jardim e lambeu os lábios carnudos de sua vagina. Subiu, então, e tocou com a ponta da língua seu clitóris inchado. A Aran mordeu os lábios. Um leve gosto de sangue escapou, mas, ainda assim, não conseguiu conter um gemido baixo. Seus dedos dos pés se encolheram enquanto ela se contorcia sob a carícia da língua de Enoch.
“Espero que tenha apreciado, Vossa Majestade.”
Aran foi incapaz de refutar. Nem ela própria conseguia acreditar que aqueles arfados irregulares, semelhantes aos de um animal tomado pelo desejo, lhe pertenciam.
Enquanto a guiava, Enoch segurou-lhe a perna com uma mão e com a outra avançava em direção à sua pele plena.
“Pare…”
Mas ele não parou.
Seu dedo tocou sua intimidade e moveu-se para cima e para baixo com avidez. Aran não suportou as ondas de prazer e acabou cedendo levemente. Ela estava submersa na umidade, e seus olhos verdes marejados, da cor de pinheiros perenes, foram lançados a um redemoinho de prazer.
Enoch beijou e sugou seu clitóris enquanto introduzia um dedo dentro dela. Seu interior quente, o acolheu de imediato, contraindo-se vigorosamente enquanto seu polegar pressionava o clitóris inchado.
“Ah!”— Aran gritou, tomada de espanto.
“Vossa Majestade? Aconteceu alguma coisa?”— Uma voz chamou por Aran ao ouvir seu grito atravessar a porta.— “O que está acontecendo?”— Perguntou a voz.
Enoch não interrompeu o movimento da mão e deu prazer a Aran com toda a liberdade que podia. A cintura de dela arqueou-se. Coincidentemente, a língua de Enoch deslizou ainda mais profundamente em sua intimidade, fazendo-a soltar um som abafado.
A voz percebeu que algo estava errado quando não houve resposta do outro lado.
“Vossa Majestade, posso entrar?”
Aran tentou resistir desesperadamente ao toque de Enoch sem emitir som algum, mas o corpo imerso no prazer não era forte o bastante. Ela olhou para o Duque com um olhar suplicante, mas ele exibia apenas uma expressão divertida.
“Com licença, Vossa Majestade. Vou abrir a porta.”— Ao escutar essas palavras, Aran enrijeceu, e pôde ouvir a maçaneta girar.
“Não precisa entrar. As xícaras entornaram”— Disse Enoch antes que a porta se abrisse por completo. Sua voz estava incrivelmente seca.— “Mandarei as criadas limparem.”
Ao ouvir a voz áspera de Enoch, a outra pessoa parou imediatamente. Enquanto isso, as mãos do Grão-Duque não cessaram suas provocações. Os lábios de Aran abriram-se por completo. Ela gemia em silêncio.
Do outro lado, a voz ainda permanecia junto à porta. Aran fechou os olhos, sem esperança. Desta vez, não conseguiria conter o gemido. Quando sentiu o rompante escapar de sua voz pequena, uma mão grande cobriu-lhe a boca.
“Pode se retirar agora”— Disse Enoch.
“Sim, Grão-Duque”— Respondeu a voz, humildemente.
Enoch observou a maçaneta girar. Pôde ouvir os passos se afastando. Então voltou o rosto para Aran.
“Haaaah!!”
Ao mesmo tempo, Aran, debatendo-se, deixou escapar um gemido contido, seguido por um clímax devastador que suportara por tanto tempo. Mesmo após atingir o clímax, a Imperatriz foi incapaz de recompor-se de imediato e tremia de forma sem parar.
“Se eu soubesse que você gostava tanto, teríamos feito isso com mais frequência”— Sussurrou Enoch, deixando a marca de um beijo na parte interna de suas coxas trêmulas.