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A Tatuagem de Camélia - Capítulo 17

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Isto é um sonho.

Igmeyer percebeu isso.

Caso contrário, a situação atual não faria sentido.

— Está completamente destruído.

As ruínas em seu sonho eram o principal posto militar avançado, o lugar onde ele chegou hoje e onde dormiu.

Grrrrrrr!!!

Acima de sua cabeça, um monstro ossudo soltou um grito.

Semicerrando os olhos para a energia sinistra que se espalhava ao redor, Igmeyer descobriu um portão emitindo uma aura sinistra de todas as direções e estreitou os olhos

O portão é completamente preto quando abre pela primeira vez. Então, após lançar todos os monstros, ele fica vermelho. Agora, o centro é preto, e a parte externa é vermelha, indicando que está no processo de liberar os monstros.

De repente, Igmeyer olhou para sua própria mão nua, sem luvas. Havia uma espada familiar em sua cintura, e a capa sobre seus ombros estava encharcada de sangue.

Assim que se reconheceu, a fadiga tomou conta. A sensação em suas articulações e músculos ficou rígida, como se tivesse lutado sem descanso por três dias.

‘Isso é estranho. Um sonho pode ser tão vívido?’

O sonho de hoje não envolveu a morte da princesa. Embora isso tenha sido um alívio, mas testemunhar o colapso do posto militar primário também não foi particularmente agradável.

‘Esse sonho é um reflexo do meu medo da guerra contra Nidhogg?’

Igmeyer tentou acordar, pensando nos livros lidos. Afinal, era um pesadelo, e que naturalmente poderia acontecer de ver mais daquilo. Apenas cenas desagradáveis provavelmente se desenrolaram.

No entanto, o sonho não cessou. Em vez disso, se viu sacando sua espada e dando um passo à frente.

— ….

Cambaleando, ele distraidamente olhou para uma poça de sangue coagulado. Sua aparência de exaustão, um olhar endurecido — características de alguém que esteve em uma batalha por vários dias.

Mas havia algo estranho.

— O que é isso nos meus olhos?

Limpando com as costas da mão, o pó de sangue seco caiu. Havia um cheiro estranho, e ele notou que seu ouvido estava captando uma voz fraca.

[Se você passar sangue de galinha nos olhos, não verá alucinações. Então, não mate as galinhas de forma imprudente.]

Uma voz calma e gentil — a voz de Amber.

Igmeyer soltou uma risada amarga. Parecia que as palavras dela haviam sutilmente influenciado seu subconsciente. Caso contrário, como ele poderia sonhar com detalhes tão vívidos?

‘Se lutar com sangue de galinha nos meus olhos é a causa, então sim. Essas criaturas de raça fantasma também apareceriam.’

Enquanto ele pensava sarcasticamente, o portão ondulou e expeliu algo. Um “algo” envolto em uma fumaça nebulosa, sem ter uma forma definida nem ser inteiramente sem forma — um “algo” brilhando em um tom azulado.

O aparecimento desta nova criatura invisível fez com que todos os músculos do seu corpo ficassem instintivamente tensos.

Mas esse sonho era particularmente estranho.

Seus “pensamentos” estavam alinhados com o que ele faria na realidade, mas seu “eu físico” estava agindo dentro do sonho. Desembainhando sua espada com um tom irritado, ele encarou o “algo” como se o tivesse confrontado várias vezes antes.

Em seguida, desamarrou a rolha do recipiente em forma de cabaça cheio de óleo, pendurado em sua cintura.

Ele derramou óleo na lâmina manchada de sangue e, com um suspiro baixo, a acendeu. Colocar fogo foi fácil, afinal, havia detritos espalhados por todo lugar e já estavam em chamas.

— Bastardos irritantes da raça fantasma…

Sua boca se abriu e uma voz profunda ecoou como se lamentasse.

Honestamente, Igmeyer achou até isso estranho.

Por que parecia tão assustador?

Por que indicava que ele já havia passado por essa situação tão bizarra antes?

Sua reflexão não durou muito.

Foi o encontro com a raça fantasma e a batalha feroz que se seguiu.

Enquanto se engajava em combate, Igmeyer murmurou xingamentos inúmeras vezes. Ele se arrependeu de ter limpado um dos olhos antes. Devido a isso, enquanto seu olho esquerdo estava normal, o direito continuou a mostrar alucinações estranhas.

Sentindo que poderia perder a sanidade, Igmeyer acabou fechando os olhos.

Era melhor confiar nos outros sentidos e lutar sem ver.

A maldita raça fantasma não tinha braços nem pernas, então não havia movimento, mas ainda assim o som de um coração batendo podia ser ouvido.

Dessa forma, durante toda a noite, Igmeyer lutou contra a raça fantasma e saudou finalmente a manhã com olhos cansados.

Independentemente de o pesadelo de Amber ter sido transferido para ele ou não, ficou com uma sensação muito desagradável.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet

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