Noites de Caos (novel) - Capítulo 82
Tradução: Gab
Revisão: Gab
Jihak apareceu acompanhado de um servo.
Ela havia insultado a irmã dela. Também insultara o pai dela.
Jihak, que se aproximou de Eun-Ha, sentou-se ao lado dela. Ele a abraçou. E disse ao servo, com as mãos tremendo:
“Se você causar problemas outra vez, a sua vida já era. Entendeu?”
“Sim.”
Após o serviçal sair do quarto, Eun-Ha apoiou a testa no peito dele.— “É estranho estar com raiva depois de me deixar assim.”
“O que foi que eu fiz?”
“Me tratou como uma cortesã. Eu abri mesmo as pernas para receber algo em troca, então acabei me tornando uma cortesã de verdade.”
Jihak beijou a testa dela.— “Por que a mulher que se aproximou de mim para tentar me matar é tão teimosa?”
“Como eu poderia matá-lo? Ao menos confie em mim quando digo que não vou machucá-lo.”
“Então me diga quem foram as pessoas que a sequestraram.”
“Eu não estava com medo. Tampouco sabia por que me sequestraram. Lá, eles me interrogaram rispidamente e, quando abri os olhos, já estava aqui.”
“Escutei que as pessoas envolvidas no sequestro têm ligação com a casa das cortesãs.”— Ele envolveu o pescoço dela com as mãos quentes. Ela baixou o olhar. Jihak sentiu raiva, pois nem tentou esconder que não conseguia encará-lo.
Ele iria se deleitar em quebrar aquele pescoço fino; assim, os sentimentos crescentes que lhe causavam dor poderiam desaparecer. Se suas emoções por ela fossem apenas possessivas, haveria menos confusão. Jihak acariciou o pescoço dela, onde o pulso batia e depositou ali um beijo delicado. Enquanto a sopa perdia o calor e o arroz endurecia, eles permaneceram abraçados.
***
“Preciso que leia um livro amanhã à noite.”— Eun-Ha vestiu o chima jeogori que a Gari lhe trouxera.
Ele voltou a falar.— “Por que não me responde?”
“Quando eu recomeçar a leitura amanhã à noite, faltarão menos de vinte livros. Provavelmente terminarei todos em um mês.”
“Isso aconteceria antes da brisa das flores. Depende da sua capacidade, você é capaz de ler os livros restantes em um mês.”
“Obrigada.”
Eun-Ha virou-se para sair. Mas Jihak acrescentou.— “Não pense que pode deixar este lugar só porque leu os livros. Todos os seus dias me pertencem desde que resgatei sua irmã da casa das cortesãs.”
“Tudo bem.”— Eun-Ha deixou o quarto de Jihak e voltou para o seu. Não tinha forças, então desabou no assento.
Ela não precisava mais se preocupar com a Yongi. Sentia que podia confiar em Sohyeon. Perguntou-se o que a irmã realmente queria. Ela só queria escapar? Ou talvez ela mesma também fosse o ponto fraco da irmã? Eun-Ha decidiu não pensar mais nisso.
Passara a entender que buscar o momento certo era melhor do que tomar decisões precipitadas. Quanto mais amigável o Jihak se tornava, pior Eun-Ha se sentia. Parecia que ele queria perscrutar sua alma, como se tentasse revelar seus pensamentos mais verdadeiros.
“Eu quero que a garota chamada Yongi seja minha serva.”— O Ministro da Defesa ficou confuso diante do ousado pedido.
“Você quer como sua serva a garota que se tornará a minha concubina?”
“Sim. Eu sei o motivo pelo qual o senhor quer que ela se torne a sua concubina.”
“E qual seria?”
“Parece que o senhor quer manter o Jovem Mestre Shihoon longe da Yongi. Portanto, entregue a garota a mim. Eu servirei como um cão de guarda.”
Essa garota parecia uma raposa.
Yoon Jongshin encarou o belo rosto de Sohyeon. Ele ainda não fizera de Yongi sua concubina, porque havia rumores de que Shihoon dormira com ela.
Por isso, a proposta de Sohyeon lhe pareceu boa.— “Vou lhe entregar a garota. Seu pai a criou muito bem.”