Noites de Caos (novel) - Capítulo 79
Tradução: Gab
Revisão: Gab
Jihak cobriu a bochecha dela com a mão. Eun-Ha, que deixou cair a anágua que segurava, sacudiu a cabeça com repulsa.— “Escutei que o senhor havia me abandonado. Não se cansou de mim?”
A luz nos olhos de Eun-Ha se apagou num instante. Ele suspirou profundamente.— “Ainda não.”
“A Garu comentou que a minha assistência não é mais necessária. Também tive de comer em outro lugar. Ela me disse para vir apenas quando o senhor me chamasse.”
“Mas eu não disse para não me esperar à noite.”— Jihak puxou o braço dela com força. Ela gemeu de dor.
Ele a deitou no chão de madeira. Eun-Ha mordeu o lábio.—“Milorde!”
“Fique quieta. A menos que queira que alguém a veja.”—Eun-Ha sabia o que aconteceria em seguida. Ele ergueu a sua saia e puxou a calcinha para baixo ao mesmo tempo. Ela arranhou o chão, assustada com as mãos ferozes dele.
Logo ali perto, os servos acendiam uma fogueira. Qualquer um poderia aparecer a qualquer momento. Ela balançou a cabeça desesperadamente.— “Eu não quero! Não quero ser vista! Milorde, vamos entrar…”
“Diga-me… você realmente tentou fugir?”
“Não! De jeito nenhum… eu não tentei fugir.”
“Como posso confiar em você? Você escondeu-me uma carta… diga-me!”— Ele golpeou o pilar do lado direito, fazendo estilhaços de madeira caírem.
Ela sacudiu a cabeça. Seus olhos estavam desfocados, como se tivesse desistido da vida, e Jihak liberou a raiva que tentara conter.— “Seu erro foi acreditar que eu estava apaixonado por você! A traição que cometeu contra mim foi grave.”
***
Eun-Ha o abraçou sobre o tatame onde achara que jamais voltaria a se deitar.
Ela arfava como um animal.
A leitora estava embriagada, havia um grande prazer que vinha do fundo de si. Jihak não a confortou. Era por isso que ela o odiava. Ele não lhe daria o seu coração.
Ela acariciou a pele dele com as mãos suadas, e então compartilharam um beijo fervoroso. Ele mordeu o seu ombro sob a luz da lua. Jihak começou a penetrá-la profundamente enquanto segurava as suas nádegas.
Quando sentiu sede, ele deu um gole na garrafa de álcool antes de levá-la aos lábios dela.
Ela expirou. Cada vez que chegava ao clímax, ficava sem fôlego.
Eun-Ha ficou feliz com o que descobrira. Já não se importava se ele a abandonasse numa floresta fria; sabia que precisava fugir antes que o seu senhor descobrisse sobre seu pai.
***
Ela abriu os olhos quando a luz incomodou suas pálpebras. Sentia dor por causa das mordidas em seu ombro. Talvez por ter bebido álcool, sentia a boca arder.
Estava deitada de bruços, virou a cabeça ao sentir algo entre as nádegas. Seus olhares se encontraram. Então ele agarrou seu pescoço e começou a penetrá-la rapidamente. Ela tentou não soluçar. Sentiu uma sensação quente até perceber um líquido morno.
“Ah…”
Ele apoiou a testa em seus cabelos colados às suas pálidas costas. Por fim, levantou-se. Mas Eun-Ha permaneceu imóvel. Ela não se mexeu nem mesmo quando ele saiu do quarto.