Noites de Caos (novel) - Capítulo 71
Tradução: Gab
Revisão: Gab
O guerreiro gritou quando Jihak entrou no quarto com Eun-Ha nos braços. — “É um mal-entendido! Príncipe!”— Sua voz foi tão alta que Jihak franziu o cenho.
Ela se sentiu constrangida com a atenção voltada para si, então pediu para que ele a colocasse no chão, o qual fingiu não ouvi-la e abriu a porta.
“Os ferimentos já cicatrizaram. Não há necessidade de aplicar pomada.”
“Sou eu quem decide isso.”
“Não acho uma boa ideia as pessoas o verem assim.”
“Não cabe a ninguém me repreender por nada.”
As bochechas de Eun-Ha esquentaram enquanto ela estalava a língua. Ele a colocou na cama.
Agora que pequenas crostas haviam se formado sobre os ferimentos em seu corpo, seus hematomas tinham desbotado bastante. E, mesmo assim, ele ainda queria aplicar a pomada.
Eun-Ha se afastou o máximo que pôde; ela não queria tirar a chima jeogori dessa vez. Ele saiu do quarto com um sorriso e voltou trazendo algo embrulhado em seda.
Ela olhou para o que ele trouxera com uma expressão confusa. Quando ele removeu a bainha luxuosa, bordada com um dragão negro, surgiu uma adaga. Além disso, na lâmina estava gravado um tigre rugindo.
Sua aparência era tão única que qualquer um perceberia que era valiosa. Ele estendeu a adaga para ela. Eun-Ha a pegou delicadamente.
“É sua.”
“De verdade?”
Ela ficou tão surpresa que deixou a adaga cair. Jihak, franzindo a testa, entregando-lhe a adaga novamente. Desta vez, Eun-Ha segurou o cabo bem firme.
“Então não fuja mais. Entendeu?”
“Milorde…”
“É algo necessário.”— Ela olhou para a adaga. A luz que entrava pela janela refletia na lâmina.
Ele não confiava nas pessoas, por isso fingia ser cego. Além disso, ninguém na mansão tinha permissão para possuir armas, salvo em algumas circunstâncias.
De repente, ele aproximou o rosto do de Eun-Ha.— “Espero que você não planeje cortar a minha cabeça.”
“Como pode dizer uma coisa dessas? E eu também não preciso de uma adaga.”
“Você vai precisar.”
“Por que acha isso?”
“Bem… eu não quero que outra pessoa a mate.”
Várias respostas lhe vieram à mente, mas nenhuma pareceu adequada. Os lábios dele tocaram suas pálpebras. Ele sabia que, sempre que agia daquele jeito, o seu coração disparava. Havia momentos em que ele encostava o ouvido em seu peito ou fazia cócegas em seu pé apenas para ouvir as batidas.
Ela queria lhe dizer o quanto era doloroso ter o coração acelerado, mas não sabia de que jeito. Assim como havia previsto, uma mão grande deslizou para dentro da jeogori para segurar seu seio.
“Hoje é o dia de ir comprar roupas nas lojas.”—Ao ouvir a voz de Yuljae do lado de fora, Jihak retirou a mão.
“Eu me esqueci. Você gostaria de ir comigo?”— Eun-Ha pegou a adaga que havia caído no chão.
“Vá com a Gari. Vou designar um escolta para você, então não fuja para outro lugar.”
“Tem certeza? Posso ir com a Gari?”
“E com um escolta.”
“Obrigada! Muito obrigada, Jihak!”
Eun-Ha sorriu mais radiante do que nunca. Ela parecia realmente feliz por estar se afastando dele. A sua irritação começou a subir, mas ele ainda tinha coisas a fazer ali naquele dia.